Cheirando a vida em seu redor.
Em uma degustação que participei com uma das melhores representante de vinhos de Salvador, tivemos uma conversa sobre vinhos, venda, cultura geral e muitas coisas que aprendi naquela tarde. Mas o que me chamou atenção, foi a minha amiga falar que recebeu um importante sommelier em sua casa, ele veio de São Paulo e não conseguiu um hotel a tempo. No dia seguinte no café da manhã, na conversa que tiveram que envolveu tudo que interessa sobre vinhos, ele chegou em uma sentença interessante. Ele percebeu que as pessoas estão perdendo a essência da vida, de sentir um bom cheiro de uma manga, de uma maçã ou da comida que almoça todos os dias. Não sentam o perfume que atiça a fome, comem com pressa por causa do tempo que rugir, estão perdendo a sensibilidade de perceber o aroma que exala das flores e de tudo que rodeia no cotidiano. Isso me fez pensar muito, ele ainda citou das frutas modificada cientificamente, as trangênicas, a maioria está sem um aroma especifico e tradicional da fruta, até o sabor está bem distante do que colhíamos no quintal de nossos avós. Fiquei pensando e percebi que realmente isso está acontecendo até comigo, como um profissional que lida direto com vinhos, tenho que ter uma lembrança boa dos aromas das frutas, pra não falar somente “frutas vermelhas”, possa parecer estranho você sair cheirando tudo, o móvel velho de sua casa, da roupa que usas. Tirei mais uma lição disso, temos que voltar a ser curiosos como crianças, para tentar redescobrir as coisas que deixamos passar sem perceber. Agora entendo porque lembro dos sabores das frutas, comida e cheiros que sentia quando criança, nossa mente estava ativamente curiosa, pra onde será que foi esse nosso lado criança, será que perdeu espaço pro adulto ocupado sem tempo pra si??? Vou começar a perceber a vida ao meu redor, sentir e sentir a mim mesmo, uma lembrança de si, como fala o mestre G.I. Gurdjieff. Devemos nos lembrar de si.

Escrito por André Ricardo às 22h20
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