A guerra e as formas de buscar fonte de alimento.

“Em Beirute medo e caos se refletem nos alimentos”
(Folha de São Paulo/18/07/2006)
Libaneses foram correndo para os supermercados e começaram estocar comida , qualquer coisa que não precise de refrigeração, leite em pó, húmus enlatados e feijão. Eles também estocam comida pelo fator “medo” e “desejo” comprando bolos de chocolate, iogurte que estragaram tão logo a energia acabe. O pão foi um dos itens mais cobiçado, mas criarão mofo em menos de cinco dias. Na verdade, tantas pessoas compraram pão que o sindicato dos padeiros divulgou uma nota nas rádios locais dizendo que as pessoas não deviam estocar pão porque eles não vão ter farinha de trigo suficiente para fazê-los.
Adaptação: André Ricardo Soares
Está provado nessa reportagem como certos fatores históricos, tragédias e guerra muda os hábitos alimentares de uma população. Mas se criam assim novas formas e modos de buscar, fazer e manter os alimentos. Damos como exemplos os franceses, que hoje apreciam o escargot e cogumelos, por ter passado por períodos de fome e guerra, e adicionaram esses produtos em sua dietas para poderem sobreviver. Temos outros exemplos como da Polenta, que surgio na Itália, por necessidade e falta de opções alimentares era quase o único suplemento alimentar em abundância feita por cereais. Os Marroquinos com o Cuscuz marroquino, pelo excesso da sêmola e falta de outras fontes de proteínas no período. Assim surge novidades, pela falta de opções e criatividade, adaptando oque tem em maior quantidade e disponibilidade. Quem sabe, passando por essa guerra, por falta de eletricidade ou refrigeração, surja novas formas de cocção, ou de preparo de um alimento nunca antes tentado, assim surgio as novidades gastronômicas que hoje são super valorizadas na gastronomia internacional. Por último dou como exemplo a nossa feijoada, que surgio por causa das sobras da carne do porco e do boi, que a Casa Grande rejeitava no quais os escravos da senzala adaptou e tornou como uma forte fonte de nutriente e gordura animal para agüentar o trabalho duro que tinham para sobreviver, assim nasce a comida típica de uma região, ou de uma nação.
(Quero deixar aqui meu repúdio a todas as formas de guerra, mas sabendo que as vezes por ser a última opção se faz necessária)
André Ricardo Soares.
Escrito por André Ricardo às 12h19
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